dever sexual feminino

Prazer e dever na cama

A obrigação de dar prazer sexual a nossos parceiros é a maior causa de desajustes sexuais entre casais, fato que piora após o casamento (entenda como manter o desejo no casamento).

Desde a infância nos é ensinado que o homem é que deve tomar conta do relacionamento sexual, ou seja, quando e como ter relações. Este machismo sexual dá uma responsabilidade total ao homem na esfera sexual, e este peso vai ficando maior com o passar dos anos.

O dever de dar prazer a sua parceira é uma pressão forte que pode já na iniciação sexual tirar a espontaneidade dos atos nas preliminares sexuais, desde que este parceiro tem que ser ‘ “bom de cama”, sem tem a maturidade para tal.

Aprendemos com os instintos

Nós nascemos com instintos sexuais que nos levam a praticar o sexo sem ter nenhum ensinamento prévio, porém a perspicácia e inteligência do ser humano o leva a aprimorar este instinto de dar e receber prazer com múltiplos detalhes.

Nós devemos aprender sobre a nossa sexualidade dia a dia. O nosso corpo é uma fonte infinita de prazer, não só nas áreas ditas primariamente erógenas. A curiosidade da pesquisa do próprio corpo na infância e a masturbação na puberdade dá-nos ensinamentos do próprio corpo muito importantes para a nossa resposta sexual futura.

Devemos, porém, prestar muita atenção a nossas repostas e sensações quando nos tocamos, pois só quem se conhece totalmente pode transmitir ao parceiro toda a sua sexualidade, de uma forma transparente, sincera e muito excitante.

Sem falsidade, sem ser uma forma pré-concebida pela sociedade, amigos ou revistas. Tentamos ser uma super máquina que tem várias relações em seguida, mas sem sentir a verdadeira sensação de prazer que deve ser misturado com entrega total, sentimento de atração e amor indispensáveis para um orgasmo completo e marcante naquele momento e precursor de outros momentos de intensa felicidade.

A mulher não deve ser passiva!

A educação feminina de sempre ser passiva, obedecendo e cedendo ao homem só traz consequências negativas, que bloqueiam a sua sexualidade como um todo.

Se a mulher for dinâmica, curiosa em conhecer novos conceitos, novas formas de expressar as suas sensações sexuais, ousando com o seu parceiro, com certeza terá respostas positivas e extremamente agradáveis, como o tão procurado orgasmo. Por outro lado seu companheiro pode descobrir uma nova mulher, longe das panelas e da pia, que ela imaginava não ter e com certeza terá mais desejo por essa nova mulher na cama.

Não devemos cobrar de nossos parceiros sexuais o prazer e sim dar oportunidade a eles de mostrar como gostam, como querem ser amados e como querem dar prazer. A cobrança inibe e limita as ações. O carinho, o beijo e o ato sexual podem ser mudados e devem ter mudanças contínuas.  Esta é a própria dinâmica da vida.

Problemas sexuais aparecem para todos. O importante não é dar valor para o que os outros pensam ou falam e sim o você acha importante e o que acha ser certo e bom. No sexo o mesmo é válido. Na presença de qualquer mudança sexual negativa, não se desespere.

Não se cobre demais, tente descobrir o que mudou com o tempo, o que falta para ela ou para ele, se aproxime, converse mais, namore mais. Com certeza o tempo não volta atrás, mas podemos resgatar e reviver o que de bom aconteceu, e melhor, com mais maturidade e experiência, jogando fora o ruim e multiplicando o bom. Primeiro tente a solução com o seu parceiro(a), e se não conseguir procure uma ajuda profissional.

A sexualidade se expressa de formas e intensidades diferentes em cada ser humano, porque cada um de nós temos uma personalidade, educação e conceitos diferentes do certo ou errado.

Respeite a sua sexualidade e a do seu parceiro (a). O importante é dar valor a si próprio e às pessoas a seu redor, procurando manter uma autoestima elevada para sempre poder dar e receber amor e prazer de uma forma sólida e intensa.

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